Muito mais que simples mitologia os dragões são capazes de ajudar a entender um pouco mais sobre nossa própria sociedade. Presente em várias culturas ao redor do mundo, como a nórdica, celta, persa, chinesa, coreana e japonesa. Temos até alguns exemplares na culturas americanas, como o Coatlcue e a Iwanci.
Mas de onde será que vem esse nosso interesse sobre essas criaturas? Neste post encontrei uma reflexão bem interessante sobre o assunto.
Basicamente: nas culturas mais ligadas à valores naturais como a celta, oriental e americana o dragão representa valores como a fertilidade e sorte. A fertilidade da terra era essencial para a sobrevivência. Em culturas com mais ligadas à vida em socidade de forma utilitarista o dragão passa justamente a personificar a natureza a ser dominada.
No caso das culturas européias o cristianismo trouxe mais uma forma de encarar a figura: trepresentava o fim do paganismo e a ascenção do credo monoteísta. Mais ainda, o dragão é uma serpente, que remete à ligação carnal com a terra (no sentido fálico mesmo) e ao pecado original.

Na mitologia nórdica Siegfried prova o sangue do dragão Fafnir, o que lhe permite compreender a fala dos pássaros
Ainda sobre o ideal de dominação da natureza encontramos os dragões estampados na capa dos jogos de RPGs para justamente passar a idéia de “grandes desafios a serem vencidos”.
Nessa “viagem” deu para compreender como a mitologia permite compreender melhor os valores de diferentes culturas.

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