Cumulo Infos

Eu, meus personagens e o WoW

Março 24, 2009 · Deixe um comentário

cancelled

Vivi uma relação de amor e ódio com o World of Warcraft. Recentemente desisti do jogo pela terceira vez. Acredito que nesta oportunidade seja definitivo, pois também alterei minha senha o coloquei um email inexistente para arecuperação do código de acesso.

Ao desistir fiquei impressionado com a quantidade de sites que oferecem informações para quem pretende tomar esse tipo de decisão: wowdetox.com, quitwow.com além de artigos em fóruns e posts espalhados pela blogosfera.

Quem desiste normamente reclama da mesma coisa: para ser alguém no jogo é preciso jogar mais do que os outros. Ser bem-sucedido na vida real e no jogo é virtualmente (virtualmente sem sarcasmo) impossível. Consome tempo demais. Talvez alguém que possua uma origem mais abastada e não precise correr tanto atrás do próprio futuro tenha uma opinião diferente. Mas o cara que é auxiliar de escritório durante o dia, mas de noite é um Shaman líder de raids, vai continuar sendo um auxiliar de escritório.

As pessoas querem mais. As pessoas querem andar para frente. Por isso tem tanta gente parando com o WoW.

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Questões filosóficas para rachar a cabeça! – Parte 2

Dezembro 2, 2008 · Deixe um comentário

facelessVamos continuar a série questões filosóficas para rechar a cabeça! O post de hoje é a segunda parte, a pergunta é: você é a mesma pessoa que começou a ler este artigo? A primeira parte é devemos matar pessoal saudáveis pelos seus órgãos? Só para lembrar, essa série é baseada na matéria da BBC Magazine Four philosophical questions to make your brain hurt. Vamos lá!

Imagine (ou pegue) uma foto sua de oito anos atrás. O que faz você ser aquela pessoa? Você pode dizer que você é composto pelas mesmas células de oito anos atrás. O detalhe é que a maior parte das suas células são substituídas a cada sete anos. É possível também argumentar que você é um organismo, um ser humano único, e que a estrutura dos organismos sobrevive além da reposição de células.

Mas você é realmente um ser humano por completo? Se cirurgiões trocassem o cérebro do Bush pelo seu, com certeza o sósia do Bush na Casa Branca seria você. Logo é tentador dizer que você é um cérebro humano, não um ser humano.

Mas porque o cérebro e não outra parte, como o baço? Podemos presumir que o cérebro é que tem o suporte de seus estados emocionais: seus medos, esperanças, crenças, valores e memórias. Então parece que o realmente conta é esse padrão emocional, não o cérebro que o carrega. Portanto podemos dizer que ao invés de implantar o seu cérebro no Bush, os cirurgiões poderiam tê-lo escaneado, digitalizado suas informações, apagado suas memórias e depois inserido os dados no cérebro (também com as memórias apagadas) do Bush. O indivíduo na Casa Branca seria novamente você.

Essa perspectiva traz um problema: se os cirurgiões inserirem as informações em dois cérebros com as memórias apagadas? Se as informações forem inseridas na cabeça do Bush e do Lula, por exemplo, você estaria na Casa Branca ou no Palácio da Alvorada? Não há nada que dê embasamento para uma escolha sensata, pois uma mesma pessoa não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo.

No fim das contas, nenhuma tentativa de dar sentido à existência continuada através da passagem do tempo funciona. Você não é a mesma pessoa que começou a ler este artigo.

O tema do próximo post da série vai ser: há realmente um monitor na sua frente?

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Represa diplomática

Novembro 22, 2008 · Deixe um comentário

hidreletrica-de-san-francisco

Imagem da construção em release no site da Odebrecht

Uma empresa brasileira realiza uma obra. A construção apresenta problemas. O local é militarizado. O Eqüador diz que não vai pagar de US$ 243 milhões. O Brasil chama seu diplomata de volta.

Não estava acostumado com esse tipo de situação na América do Sul, mas pelo visto está ficando mais comum. Durante minha infância e adolescência o noticiário do editoria mundo nem falava sobre a parte sul do nosso continente. Era como vivessemos num local de paz absoluta ou de conformismo visceral. Mas será que agora o imperialismo fala português?

Não sei quais são os principais jornais do Eqüador, mas a convocação do diplomata brasileiro Marques Porto é destaque no EL Comercio, Hoy e La Hora.

Como esse blog fala de inforação, vamos verificar se há algum tipo de contradição.

Segundo o site da Odebrecht, a usina era responsável pela geração de cerca de 12% da energia do Eqüador. A obra é diferente das hidrelétricas que estamos acostumados a ver porque a maior parte de sua estrutura é composta por uma rede de túneis.

A construção foi inaugurada em janeiro de 2007 e deixou de funcionar cerca de um ano depois.

Pela redação dos jornais notei que a notícia foi mau recebida no Eqüador. Ninguém gosta de saber que seu país vai perder investimentos, ainda mais quando falamos de um terço deles. Mais ainda, uma possível desaceleração econômica levaria a diminuição em investimentos publicitários.

A imprensa equatoria aponta que a hidrelétrica de San Francisco sofreu graves danos. Já a versão que tivemos acesso pelos meios de comunicação no Brasil afirma que a construção estava em manutenção por ‘problemas pontuais’.

Daqui da Brasil é difícil chegar a uma conclusão, mas pela gravidade da decisão do governo equatoriano e pelo fato da hidrelétrica não estar funcionando, sou forçado a acreditar que realmente aconteceu algo de grave.

Sobre a convocação do diplomata brasileiro Marques Porto, acredito que a decisão foi motivada pelo uso político de Rafael Correa sobre a situação.

Acho melhor não entrar no mérito da nossa cultura de obras superfaturadas e malfeitas. Mas vale uma pergunta: será que essa cultura virou nosso produto de exportação?

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Questões filosóficas para rachar a cabeça! – Parte 1

Novembro 21, 2008 · 1 Comentário

pensar-12

Eu adoro crises existenciais. Sempre saio com uma nova observação sobre o mundo após elas. Estou muito longe de ser um filósofo, mas acredito que todo mundo tem o direito de dar seus pitacos pois como diria Pascal “zombar da filosofia, é na realidade, filosofar”.

Graças à crises existenciais de grandes filósofos podemos nos debruçar sobre questões que nos fazem duvidar até da própria sombra. Literalmente.

Em homenagem ao Dia Mundial da Filosofia (19/11), a BBC Magazine trouxe uma lista chamada “Quatro questões filosóficas que vão fazer sua cabeça doer“. Já havia lido sobre três delas, mas em todos os casos a matéria trouxe novas angulações para mim. Vamos dar uma olhada:

1 – Devemos matar pessoas saudáveis pelos seus órgãos?

Vamos supor que Bill é um homem saudável sem família ou entes queridos. Haveria algum problema em matá-lo sem dor para que seus órgãos pudessem salvar cinco pessoas?

Vamos considerar outro caso: você e mais seis pessoas são seqüestradas. O seqüestrador diz que se você matar um dos reféns todos os outro cinco serão libertados. Se você não fizer o que ele manda, todos morrem.

Existe alguma diferença entre este e o caso anterior? Nas duas situações mata-se um para salvar cinco. Vamos dar uma olhada em mais uma colocação: você conduz um trem e pode observar que há cinco pessoas amarradas na linha-férrea. Você tem a opção de desviar para um outro trilho, onde há apenas um.

Que caminho tomar? Desviar? Então porque não matar o Bill?

Que princípios lógicos podem ser adotados para resolver estas questões? Matar nessas condições é certo? Se não, por que?

O próximo post vai trazer a segunda pergunta: Você é a mesma pessoa que começou a ler este artigo?

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Sobre a opinião

Novembro 18, 2008 · Deixe um comentário

crepusculo
Leonardo explica porque não gostava de se expressar

Descrever a realidade é como querer imprimir a minha visão de mundo, individual, para a coletividade. Simplesmente não me parece certo. Minha visão é moldada pelas minhas experiências de vida, o que me impede de realizar um julgamento completamente justo da realidade. Da mesma forma eu não acredito que alguém seja capaz. Isso me leva a ter uma certa dificuldade com o embate de opiniões, pois enxergo todos os envolvidos em debates como errados, como se a verdade absoluta estivesse além da compreensão daqueles que buscam apenas imprimir sua visão de mundo para os outros.

Para completar adotei a máxima do ‘ninguém liga para o que eu penso’. Ainda que isso não seja verdade em todas as situações, sempre parto deste pressuposto. Só abro precedentes para quando me é solicitado o contrário.

De certa forma tudo que acabei de escrever é, na realidade, opinião. Se tudo que eu vejo é compreendido pelos meus sentidos, logo a minha compreensão já é única porque meus sentidos foram condicionados a compreender o mundo da forma que faço hoje em dia. O que leio, vejo e sinto é diferente, ainda que o objeto contemplado seja o mesmo. Minhas ações em relação ao objeto são diferentes das outras pessoas por causa da opinião que formulei para interagir com o objeto.

Acabei correndo atrás do próprio rabo, quem sabe um dia eu chego em uma conclusão?

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Dragões e sociedade

Setembro 14, 2008 · Deixe um comentário

Na China o dragão é um símbolo de boa sorte =D

Muito mais que simples mitologia os dragões são capazes de ajudar a entender um pouco mais sobre nossa própria sociedade. Presente em várias culturas ao redor do mundo, como a nórdica, celta, persachinesa, coreana e japonesa. Temos até alguns exemplares na culturas americanas, como o Coatlcue e a Iwanci.

Mas de onde será que vem esse nosso interesse sobre essas criaturas? Neste post encontrei uma reflexão bem interessante sobre o assunto. 

Basicamente: nas culturas mais ligadas à valores naturais como a celta, oriental e americana o dragão representa valores como a fertilidade e sorte. A fertilidade da terra era essencial para a sobrevivência. Em culturas com mais ligadas à vida em socidade de forma utilitarista o dragão passa justamente a personificar a natureza a ser dominada.

No caso das culturas européias o cristianismo trouxe mais uma forma de encarar a figura: trepresentava o fim do paganismo e a ascenção do credo monoteísta. Mais ainda, o dragão é uma serpente, que remete à ligação carnal com a terra (no sentido fálico mesmo) e ao pecado original.

Na mitologia nórdica Siegfried prova o sangue do dragão Fafnir, o que lhe permite compreender a fala dos pássaros

Ainda sobre o ideal de dominação da natureza encontramos os dragões estampados na capa dos jogos de RPGs para justamente passar a idéia de “grandes desafios a serem vencidos”. 

Nessa “viagem” deu para compreender como a mitologia permite compreender melhor os valores de diferentes culturas.

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LHC e o fim do mundo

Setembro 11, 2008 · Deixe um comentário

O desconhecido causa medo. Em algumas pessoas dá um certo frio na barriga. Em outras é motivo para criação de verdadeiras cruzadas.

Primeiro foram os eclipses solares, depois tivemos a passagem do cometa Halley, virada do ano 2000 e o Nostradamus. Agora o “assunto do momento” na blogosfera é fim do mundo causado pelo LHC.

As pessoas estão apenas com medo do que essa máquina pode descobrir. Têm medo que as informações abalem suas crenças em ideais que justificam e dão razão à sua existência.

Parece cruel, mas um dia temos de aprender que Papei Noel Não existe.

Para descontrair, que tal dar uma olhada em vídeo explicando como funciona o LHC.

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Meu primeiro trabalho com web o/~~

Setembro 9, 2008 · Deixe um comentário

O site de imóveis do Leonardo Lavinas é o meu primeiro serviço que realizo como desenvolvedor de internet. O legal do desafio é que tive de aprender bastante de CSS para manter o padrão “tinindo” de browser para browser. Se você estiver interessado em imóveis em Três Rios, basta acessar o site.  ^^

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Webcomic Ep II

Setembro 9, 2008 · Deixe um comentário

Como toquei no assunto da Fúria Acadêmica no outro post não resisti e decidi postar mais uma vez! Nota de acessibilidade: se você estiver conseguindo ler o texto dos quadrinhos, experimente clicar na imagem para vê-la em tamanho ampliado ;D

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Webcomic Ep I: Uma nova esperança

Setembro 9, 2008 · Deixe um comentário

Seguindo a lógica do “quanto mais precário melhor” decidi criar uma série de webcomics toscas. Este primeiro exemplar trata de uma cena que realmente aconteceu na semana passada envolvendo o meu amigo Tarcísio e eu. Tem inspiração melhor que a vida cotidiana?

Bem, agora este momento será eternizado graças à linguagem midiática… err… melhor guardar a fúria acadêmica para mais tarde! =P

 

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